O pedido chega igual: “quero definir minha mandíbula”. Mas a causa por trás dele varia bastante — e é a causa que define o recurso.
Duas perguntas que orientam a escolha
Primeira: quando você deita de barriga para cima e olha seu rosto no espelho ou no celular, o contorno melhora bastante?
Se sim, existe um componente importante de queda de tecidos — algo desceu de lugar. Território dos fios.
Segunda: o problema parece mais uma falta de projeção, como se o osso não empurrasse a pele o suficiente?
Se sim, falta estrutura de base. Território do preenchimento.
O que cada um resolve
Preenchimento
Devolve projeção onde ela foi perdida — ângulo mandibular, mento, região pré-jowl. Ele constrói a base que sustenta a pele.
Funciona muito bem quando o problema é reabsorção óssea, mento pouco projetado ou ângulo mandibular pouco definido. Resultado imediato, duração de 12 a 18 meses.
Fios de PDO
Reposicionam tecidos que desceram e estimulam colágeno no trajeto. Eles puxam de volta o que caiu.
Funcionam bem quando o problema é a queda do terço médio criando o “bulldog” na mandíbula. Resultado imediato com refinamento em 30 dias, duração de 10 a 18 meses.
Sinais de que o caso pede preenchimento
- Mento pouco projetado, com perfil que “foge” para trás.
- Ângulo da mandíbula pouco marcado desde sempre — questão de anatomia, não de queda.
- Rosto que sempre teve o terço inferior pouco definido, mesmo mais jovem.
- Depressão específica logo à frente da papada lateral.
- Desejo de um contorno mais desenhado, e não apenas de recuperar o que havia.
Sinais de que o caso pede fios
- O contorno melhora bastante quando você deita ou puxa a pele para trás com os dedos.
- Existe uma sobra discreta de tecido na linha da mandíbula.
- O terço médio “desceu” — as maçãs parecem mais baixas do que eram.
- O rosto tinha um bom contorno e o perdeu com o tempo.
- Há também interesse no estímulo de colágeno da região.
Na prática: quase sempre os dois
Como na maioria das questões faciais, os dois processos costumam coexistir. Perde-se estrutura e os tecidos caem.
Nesses casos, a sequência que funciona melhor costuma ser:
- Primeiro o preenchimento, construindo a base de sustentação;
- Depois os fios, reposicionando os tecidos sobre uma estrutura que agora os sustenta.
Fazer o contrário — reposicionar tecidos sobre uma base que cedeu — costuma render um resultado menos estável e mais curto.
Uma terceira peça: a qualidade da pele
Vale lembrar que pele com pouco colágeno cede mais rápido, independentemente do que se faça por baixo. Por isso, em muitos planos entra também um bioestimulador — não para o contorno em si, mas para que o resultado dure mais.
É a diferença entre tratar o sintoma e tratar o conjunto.
O diferencial do atendimento da Dra. Laura
- Diagnóstico da causa antes da técnica: identificamos se o contorno se perdeu por falta de estrutura, por queda de tecidos ou por ambos.
- Sequência planejada: quando os dois recursos entram, a ordem é definida para que o resultado dure mais.
- Avaliação da qualidade da pele como parte do plano — ela determina a durabilidade de tudo.
- Plano por escrito, em etapas, para você decidir o ritmo com clareza sobre prazos e valores.
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação profissional individual. Indicações, número de sessões e duração dos resultados variam de pessoa para pessoa e são definidos em consulta. Em caso de dúvida, fale com a Dra. Laura Schneider pelo e-mail contato@draschneider.com.br ou pelo WhatsApp (61) 98171-3687.
