Sempre que se fala em “colocar fios no rosto”, surge um desconforto compreensível. Vale então entender o que exatamente está sendo colocado — e quais são os riscos reais.
O material
A polidioxanona (PDO) é um polímero sintético usado em cirurgia desde os anos 1980, principalmente como fio de sutura absorvível. Ela é empregada em procedimentos delicados — inclusive cirurgias cardíacas e pediátricas — justamente por seu excelente perfil de biocompatibilidade.
O organismo a degrada por hidrólise, transformando-a em dióxido de carbono e água. Não fica resíduo. Em cerca de 6 a 8 meses, o fio desapareceu por completo — restando apenas o colágeno que ele estimulou.
Ou seja: o material em si tem histórico longo e bem estabelecido de segurança.
Onde estão os riscos reais
Os riscos não vêm do material, mas da execução:
Intercorrências comuns e transitórias
- Hematomas nos pontos de entrada — frequentes e resolvem sozinhos;
- Inchaço e sensibilidade por alguns dias;
- Irregularidades ou “franzidos” na pele nas primeiras semanas, que se acomodam;
- Assimetria temporária durante o período de refinamento.
Intercorrências menos comuns
- Fio palpável ou visível, mais provável em pele muito fina ou com técnica inadequada de profundidade;
- Extrusão — quando uma ponta do fio aflora à pele, exigindo ajuste;
- Infecção — rara, e prevenida com antissepsia rigorosa e ambiente adequado;
- Assimetria persistente, que pode demandar correção;
- Reação inflamatória mais intensa em pacientes predispostos.
O que reduz os riscos de verdade
- Indicação criteriosa — a maior parte das insatisfações vem de indicar fios para casos que não comportam.
- Conhecimento anatômico da região, especialmente do trajeto de vasos e nervos.
- Profundidade correta de inserção — o principal determinante de fio visível ou palpável.
- Material com registro na Anvisa e procedência rastreável, com lote registrado no prontuário.
- Antissepsia rigorosa e ambiente preparado, com material descartável de uso único.
- Anamnese completa, que identifica contraindicações antes do procedimento.
- Adesão ao pós pela paciente — parte importante do resultado depende disso.
Quando não fazer
Os fios são contraindicados em situações como:
- Infecção ativa na região a ser tratada;
- Doenças autoimunes em atividade;
- Distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulante sem avaliação prévia;
- Tendência importante a queloide;
- Gestação e amamentação;
- Expectativa incompatível com o que a técnica entrega.
Esse último item merece destaque: expectativa desalinhada é, tecnicamente, uma contraindicação. Um procedimento perfeitamente executado que não entrega o que a paciente imaginava é um resultado ruim.
Perguntas que você tem o direito de fazer
- Qual é a marca e o registro do fio que será usado?
- Posso ver a embalagem antes da aplicação?
- Quantos fios serão utilizados e em quais vetores?
- Qual é o resultado realista no meu caso?
- O que acontece se eu não gostar?
- Qual é o protocolo em caso de intercorrência?
Uma profissional segura responde a todas com naturalidade. Desconversa é sinal de alerta.
O diferencial do atendimento da Dra. Laura
- Materiais com registro na Anvisa, adquiridos de distribuidores autorizados, com marca e lote registrados no seu prontuário.
- Você confere a embalagem antes da aplicação, sempre que quiser.
- Anamnese completa e assinada antes de qualquer procedimento — é ela que identifica contraindicações.
- Protocolo de intercorrências definido, com materiais de emergência disponíveis e dentro da validade.
Segurança começa com informação
Agende uma avaliação e pergunte tudo o que quiser. Você tem o direito de entender cada detalhe antes de decidir.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação profissional individual. Indicações, número de sessões e duração dos resultados variam de pessoa para pessoa e são definidos em consulta. Em caso de dúvida, fale com a Dra. Laura Schneider pelo e-mail contato@draschneider.com.br ou pelo WhatsApp (61) 98171-3687.
