“Doutora, quero tratar minha flacidez.” É um dos pedidos mais frequentes do consultório. E também um dos que mais exige uma conversa honesta antes de qualquer proposta.
Porque “flacidez” é um nome só para situações muito diferentes entre si — e algumas delas simplesmente não se resolvem sem cirurgia.
O que causa a flacidez
Quatro processos acontecem simultaneamente:
- Perda de colágeno e elastina — a pele perde firmeza e capacidade de voltar ao lugar;
- Perda e migração de gordura — os compartimentos que sustentavam a pele diminuem e descem;
- Reabsorção óssea — o esqueleto facial encolhe, reduzindo a base de apoio;
- Enfraquecimento dos ligamentos de sustentação — as estruturas que ancoram os tecidos cedem.
Repare: apenas o primeiro item é sobre a pele. Por isso, tratar só a pele resolve só uma parte.
Os graus de flacidez, sem eufemismo
Grau leve
A pele perdeu firmeza, o contorno começou a se suavizar, mas não há sobra evidente de tecido. O rosto “cai” um pouco ao final do dia ou nas fotos de baixo.
Responde muito bem a bioestimuladores, skinbooster, microagulhamento e preenchimento estrutural. É onde os procedimentos não cirúrgicos entregam mais.
Grau moderado
Já existe queda visível: começo de “bulldog” na mandíbula, sulcos mais marcados, contorno perdido, pele com sobra discreta.
Responde parcialmente. A combinação de bioestimulador, preenchimento estrutural e fios de PDO traz melhora significativa — mas não devolve o rosto de vinte anos atrás. Aqui a expectativa realista é fundamental.
Grau avançado
Sobra importante de pele, papada estabelecida, bandas de pescoço evidentes, contorno completamente perdido.
Aqui a resposta honesta é: os procedimentos não cirúrgicos melhoram a qualidade da pele e trazem algum ganho, mas não substituem um lifting cirúrgico. Prometer o contrário é, no mínimo, desonesto.
O que cada recurso realmente faz
- Bioestimulador: melhora densidade e firmeza da pele. Não levanta tecido caído.
- Preenchimento: devolve estrutura de suporte, o que melhora o contorno. Não remove excesso de pele.
- Fios de PDO: reposicionam suavemente os tecidos e estimulam colágeno. O ganho é de milímetros, não de centímetros.
- Skinbooster e microagulhamento: melhoram textura e qualidade. Não tratam flacidez estrutural.
- Toxina no platisma: ajuda no contorno da mandíbula ao relaxar o músculo que puxa para baixo.
- Cirurgia: é o único recurso que remove excesso de pele e reposiciona planos profundos.
Por que a honestidade importa aqui
Existe um cenário que se repete: a paciente com flacidez avançada investe em vários procedimentos não cirúrgicos, obtém uma melhora modesta, e conclui que “não funcionou”. Ela perdeu tempo e dinheiro — não porque os procedimentos sejam ruins, mas porque a indicação não correspondia ao caso.
Uma avaliação séria diz onde você está e o que é possível esperar. Inclusive quando isso significa recomendar uma consulta com um cirurgião plástico.
E a prevenção?
Este é o ponto mais subestimado. Manter a qualidade da pele ao longo dos anos, com estímulo regular de colágeno, retarda de forma significativa a chegada dos graus moderado e avançado.
Quem começa aos 35 com manutenção anual chega aos 50 em uma situação bastante diferente de quem começa aos 50.
O diferencial do atendimento da Dra. Laura
- Classificação honesta do seu grau, com explicação clara do que cada recurso pode e não pode entregar.
- Encaminhamento quando indicado: se o seu caso pede abordagem cirúrgica, você ouve isso com acolhimento e orientação.
- Plano de prevenção para quem está no início — o melhor momento para agir é antes de a flacidez se instalar.
- Nenhuma promessa de resultado incompatível com a técnica. Expectativa alinhada é parte do cuidado.
Quer saber em que ponto você está?
Uma avaliação criteriosa classifica o seu caso e mostra, com clareza, o que é possível alcançar — e o que não é.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação profissional individual. Indicações, número de sessões e duração dos resultados variam de pessoa para pessoa e são definidos em consulta. Em caso de dúvida, fale com a Dra. Laura Schneider pelo e-mail contato@draschneider.com.br ou pelo WhatsApp (61) 98171-3687.
